A sueca Selma Lagerlöf (1858-1940) foi a primeira mulher a ganhar o Nobel de Literatura. Publicado em 1897 e pouco conhecido no Brasil, este Os Milagres do Anticristo manteve a mesma linha fabulista moderna de A Saga de Gösta Berling, seu aclamado romance de estreia: pequenas histórias que vão se intercruzando através de um fio comum, até formar uma “moral” final, embora jamais claramente definida. Aqui, o Anticristo é o nascente socialismo, que deixava toda a Europa de cabelo em pé no fim do século XIX, com sua fascinante promessa de uma vida melhor para todos na Terra, sem qualquer preocupação com a alma, com o além-túmulo, o que o tornou inimigo declarado do cristianismo. Tal conflito, porém, é contado de forma suave, em histórias envolventes, com personagens (quase) reais que a própria autora deve ter conhecido ou ouvido falar quando de sua estadia na bela Sicília, onde o romance se desenvolve, sempre tendo o imponente Etna como pano de fundo. No mínimo, um fiel retrato daquele tempo e lugar. Mas para além de um documento histórico romanceado, há a pintura em ‘sfumato’ da atmosfera reinante à época, na qual um mundo novo estava emergindo. O resultado, a “moral” desta fábula tão marcante, em que cristianismo e socialismo são confrontados o tempo todo, o leitor só descobrirá após atravessar suas densas e inesquecíveis páginas.
| ISBN | 9786501885384 |
| Número de páginas | 370 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Tipo de papel | Offset 90g |
| Idioma | Português |
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