A alimentação acompanha o ser humano durante toda a sua existência e desempenha funções que ultrapassam amplamente a satisfação de necessidades energéticas. Comer é, simultaneamente, um comportamento biológico, psicológico, social e cultural. A alimentação participa de experiências de prazer, convivência, celebração, memória, identidade e conforto emocional. Por essa razão, alterações na relação com a comida não podem ser compreendidas adequadamente quando reduzidas a questões de disciplina, força de vontade ou controle do peso corporal.
Entre os transtornos alimentares, o Transtorno de Compulsão Alimentar ocupa lugar de particular importância clínica. Durante muito tempo, episódios de ingestão excessiva foram interpretados predominantemente como manifestações de descontrole pessoal. O desenvolvimento da psicopatologia e das pesquisas sobre transtornos alimentares demonstrou, entretanto, que a compulsão alimentar pode constituir um fenômeno clínico complexo, envolvendo processos cognitivos, emocionais, comportamentais, neurobiológicos, interpessoais e ambientais.
A compreensão contemporânea também demonstra que o transtorno não pode ser explicado por uma única causa. A compulsão pode estar relacionada à restrição alimentar, à fome intensa, a estados emocionais negativos, à aprendizagem, à exposição a estímulos alimentares, a crenças disfuncionais, a dificuldades de regulação emocional ou à interação entre esses diferentes fatores.
| Número de páginas | 56 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Ahuesado 80g |
| Idioma | Português |
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