Existe um contrato que ninguém assina.
Ele não tem testemunha, não tem cartório, não tem cláusula escrita. Nenhum dos dois recebe uma cópia. Nenhum dos dois lê antes de aceitar. Mas ele existe — e governa silenciosamente a maior parte da vida a dois.
Esse contrato define quem paga as contas e quem cuida da casa. Quem trabalha fora e quem trabalha dentro. Quem decide onde morar. Quem abre mão da carreira. Quem acorda de madrugada quando a criança chora. Quem descansa. Quem não descansa.
Ninguém escreveu esse contrato. Ele foi herdado.
E então um dia, no meio de uma discussão sobre dinheiro, sobre tempo, sobre cansaço, um dos dois diz algo que o outro não esperava. E aí descobrem — tarde — que estavam vivendo sob o mesmo teto, mas sob contratos diferentes.
Este não é um livro sobre casamento feliz. Não ensina técnicas de comunicação, não promete reconciliação, não defende o homem, não defende a mulher, não diz quem deve lavar a louça.
É um livro sobre papéis. Sobre o que cada um acredita que deve fazer dentro de um casamento — e sobre o que nunca foi combinado, apenas suposto.
A tese é simples e incômoda:
Prover não é apenas colocar dinheiro dentro de casa. Prover é contribuir para que aquilo que é necessário à vida comum exista.
Quando essa frase entra na conversa, tudo se reorganiza. Porque, de repente, ficam visíveis coisas que antes não tinham nome.
Quem cozinha, provê. Quem limpa, provê. Quem cuida dos filhos, provê. Quem administra as contas, provê.
| Número de páginas | 180 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Offset 80g |
| Idioma | Português |
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