Aos 12 anos, eu vendia crochê de bicicleta, sob um sol de 40 graus. Nasci pobre, ré sem crime, elefante numa loja de cristais. A vida me deu telha francesa, mas também me deu muito de mim.
Quando menina, eu voava. Quando mulher, meu telhado caiu.
Perdi meu menino e meu companheiro, Alberto, no mesmo acidente. Dois anos antes, enterrei minha mãe — cega, pobre e a mulher mais digna que já conheci.
A casa que ela me deixou virou meu porto seguro. Até o dia em que sete policiais armados invadiram minha casa com um mandado de busca. Reviraram tudo. Até o quarto do meu menino morto, procurando um crime que meu filho mais velho não cometeu.
Naquela noite, minha mãe veio em sonho. Pegou no meu joelho e disse:
— Vende esta casa, minha filha.
Dias depois, Alberto apareceu. Olhou para mim e me mostrou o céu:
— Aponte para as estrelas.
Este livro é sobre o dia em que o dragão derrubou meu telhado e, no meio dos escombros, eu vi uma constelação.
É fé, porque ainda acredito nos bilhetes de Deus.
É luto, por tudo o que enterrei.
É desobediência, porque desobedeci à pobreza, ao destino e ao silêncio.
E talvez seja, acima de tudo, sobre aprender a olhar para cima quando tudo ao redor manda você olhar para o chão.
Se o seu telhado já caiu, este livro é seu.
A pergunta é: você vai continuar olhando para o chão ou vai aprender a ver estrelas?
| ISBN | 9786554805070 |
| Número de páginas | 172 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Colorido |
| Tipo de papel | Estucado Mate 150g |
| Idioma | Português |
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