Um homem morre de madrugada, na mesa da sala, catalogando o último livro. Acorda numa casa que conhece, com uma luz que não conhece, e a mãe, morta há mais de trinta anos, pondo o café. Ninguém lhe pergunta o que fez. Mandam-no comer primeiro.
Anselmo Dutra passou a vida anotando o que os outros lhe deviam, e era bom nisso. Agora está num lugar onde a conta não vale: a lavadeira que não sabia ler mora mais alto que o monsenhor que sabia tudo, e o irmão que ele não perdoou em vinte e seis anos, o que vendeu a terra do pai por uma dívida de bar, chegou antes dele, e pergunta por ele todos os dias.
Ambientado numa cidadezinha de igreja torta chamada Aljofre, em Minas Gerais, este romance imagina o céu como a Igreja o ensina e quase ninguém o descreve: um lugar com casas, trabalho, mesa posta e gente que chega; onde a memória não envergonha, o amor não cansa e o desejo não acaba.
É ficção, e sabe que é. Foi escrito para uma coisa só: que, ao virar a última página, você queira estar lá, e queira, hoje, vencer o que ainda o impede.
Primeiro dos dois livros.
| Número de páginas | 156 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Ahuesado 80g |
| Idioma | Português |
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