Fábio Argello entra no jornalismo movido pelo desejo de compreender o mundo e contar histórias que importam. Nas primeiras experiências em uma redação carioca, porém, descobre que a promessa de aprendizado pode esconder trabalho gratuito, jornadas exaustivas e oportunidades reservadas a quem consegue sobreviver sem salário. Ao lado de Rita de Cássia, transforma essa contradição em uma investigação — e aprende que apurar uma notícia não garante encontrar quem aceite publicá-la.
Entre as contas de casa e as expectativas da família, Fábio aceita trabalhar na comunicação do banco de seu sogro. A estabilidade traz alívio, mas cobra concessões que o afastam das perguntas que desejava fazer. Anos depois, a demissão abre caminho para retomar a reportagem interrompida e reunir outros jornalistas na criação do Pauta Aberta, uma organização independente que pretende negociar coletivamente o trabalho sem vender sua autonomia.
Investigações sobre desvios na merenda escolar e contratos de recuperação da Baía de Guanabara colocam o grupo diante de ameaças, interesses empresariais e conflitos que chegam à própria família de Fábio. Enquanto busca revelar o que o poder prefere esconder, a equipe enfrenta um adversário igualmente persistente: a dificuldade de financiar o jornalismo sem reproduzir a exploração que denuncia.
| Número de páginas | 283 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Capa dura |
| Coloração | Colorido |
| Tipo de papel | Ahuesado 80g |
| Idioma | Português |
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