Escrever Tiradentes e o Vampiro de Silva Xavier foi, antes de tudo, um mergulho em uma época marcada por contrastes. O Brasil do século XVIII era um território de estradas difíceis, vilas em crescimento, poderes distantes e homens submetidos às exigências da Coroa. Entre impostos, patrulhas, contrabando, medos e esperanças, a vida cotidiana escondia histórias que raramente chegaram aos documentos oficiais.
Sabemos, por registros históricos, que Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, esteve em determinada cidade entre 22 de abril de 1780 e 23 de junho de 1781. Sabemos também que o destacamento sob seu comando deveria proteger o cartório, patrulhar as estradas, combater o contrabando e auxiliar na arrecadação de impostos. Esses fatos são o ponto de partida desta obra. São as pedras visíveis de uma estrada antiga.
Mas toda história possui também seus silêncios.
O que os documentos não registraram — os encontros à meia-noite, os rumores sussurrados atrás de portas fechadas, os desaparecimentos inexplicáveis e o medo que se espalhava entre aqueles que cruzavam as estradas — pertence ao território da ficção, da lenda e da imaginação. É nesse espaço entre o que foi comprovado e o que sobreviveu como relato que nasce este livro.
Não escrevi estas páginas para substituir a História, mas para conversar com ela. Para olhar além das datas, dos cargos e dos acontecimentos conhecidos, tentando imaginar os homens e mulheres que viveram sob o peso de um mundo em transformação. Tiradente
| Número de páginas | 379 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Offset 90g |
| Idioma | Português |
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