Cilas passou a vida trabalhando em um banco, cumprindo metas e acumulando dinheiro, até perceber que não queria mais viver entre prédios, buzinas e obrigações sem sentido. Ao abandonar a carreira e comprar uma pequena propriedade rural, acredita ter encontrado a liberdade. Longe da cidade, descobre o prazer de ensinar, consertar a própria casa e acompanhar o crescimento das plantas. Pela primeira vez, sente que sua vida lhe pertence.
Mas o que começa como um refúgio se transforma em algo maior. A vegetação avança, os animais ocupam os espaços abandonados e a propriedade adquire uma vida própria. Enquanto familiares e vizinhos enxergam apenas desleixo, perigo e desperdício, Cilas encontra beleza onde os outros veem uma ameaça. Seu apego à floresta, porém, cobra um preço: nem todos compreendem sua escolha, e a solidão também faz parte da liberdade que conquistou.
Entre embaúbas, sapos, cobras e gambás, a história de Cilas acompanha a lenta transformação de um homem e de sua casa, levantando uma pergunta incômoda: quem realmente tem o direito de decidir o que um pedaço de terra deve se tornar? Uma narrativa sobre autonomia, envelhecimento, natureza e a estranha possibilidade de pertencer ao mundo sem precisar dominá-lo.
| Número de páginas | 97 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | Pocket (105x148) |
| Acabamento | Brochura s/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Offset 80g |
| Idioma | Português |
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