No coração do Período das Missões, a Redução de São Miguel Arcanjo ergue-se como um farol de arte, fé e civilização no coração da floresta. É ali que Frei Bernardo, um jesuíta espanhol em constante questionamento diante dos dogmas de sua época, guarda um segredo revolucionário. Longe dos olhos vigilantes de seus superiores, ele redige a "Crônica das Almas do Tarumã".
Nas páginas ocultas desse manuscrito clandestino, Bernardo registra seus profundos diálogos teológicos e filosóficos com o cacique Guairá. Juntos, o jesuíta e o líder indígena descobrem que a busca cristã pelo Reino dos Céus e a jornada guarani rumo à Yvy Marãe'ỹ — a Terra Sem Males — compartilham a mesma essência de justiça, transcendência e respeito à criação.
Mas o tempo está se esgotando. Da linha do horizonte, avança a bandeira de Baltasar Leme, um capitão-mor que enxerga a floresta apenas como matéria-prima e os nativos como força de trabalho a ser subjugada. Com o confronto final batendo às portas da redução, Guairá desenha uma estratégia de defesa implacável baseada na invisibilidade da mata, enquanto Frei Bernardo decide selar o destino de sua crônica em um esconderijo monumental aos pés da própria arte sacra da missão.
Crônica das Almas do Tarumã é uma ficção histórica arrebatadora sobre o poder da alteridade, o preço da ambição e a imortalidade da memória. Uma obra que prova que a violência pode derrubar os muros de pedra, mas é incapaz de aprisionar uma ideia cujo tempo chegou.
| Número de páginas | 42 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Colorido |
| Tipo de papel | Offset 80g |
| Idioma | Português |
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