O Brasil tinha 217 milhões de habitantes, 312 milhões de smartphones e sete pessoas que não sabiam o que era um stories.
Numa quinta-feira de agosto, às 14h37, um ataque cibernético apaga a internet do país inteiro. Pix, GPS, delivery, semáforos: tudo para. Enquanto milhões entram em pânico, sete desconhecidos — em Minas, São Paulo, Curitiba, Rio, Santos, Brasília e Salvador — simplesmente vão tomar café.
Seu Antenor responde cartas numa Olivetti antes do sol nascer. Helena levanta o celular para fotografar o prato e descobre que não tem para quem mandar a foto e que ele está mais quente sem ela. Leo aprende que olhar alguém nos olhos por mais de cinco segundos pode ser mais perturbador que qualquer notificação. Um fax de 1994 continua discando, fiel, enquanto o país trava.
Durante 48 horas, o Brasil precisa reaprender a existir sem tela e sete pessoas que o mundo achava atrasadas descobrem que sabiam, o tempo todo, algo que todo mundo esqueceu: como estar presente.
Quando a internet volta, nem todos vão querer voltar com ela.
Com humor afiado, ternura e uma observação implacável do cotidiano hiper conectado, Os Últimos Analógicos pergunta: quando trocamos alguma coisa por outra, o que ficou para trás?
| ISBN | 9786502128046 |
| Número de páginas | 306 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | 16x23 (160x230) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Offset 80g |
| Idioma | Português |
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