Este livro, Somos nada, é o metaverso de Túlio Tavares, uma espécie de Dom Quixote das artes.
Como o personagem de Cervantes, Túlio, o autor e personagem principal do livro, tem inimigos históricos, luta com gigantes e se envolve em aventuras épicas: sobrevoa a cidade com seus parangomonstros, se transforma em homem invisível, em Mickey, em Caveirão, celebra o Natal em julho, fomenta a “revolta dos burros” e negocia com esculturas tumulares, à beira das quais conversa longamente com seus predecessores modernistas.
Outro aspecto de Túlio é seu envolvimento com os coletivos de arte, que o levou, junto com os integrantes do Nova Pasta, a promover episódios significativos na cena da arte e da vida urbana em São Paulo, buscados em meio à potência da rua e do movimento social, à poluição ambiental, a ocupações, ao carnaval.
No livro, Túlio explica a transição que viveu entre a pintura como suporte da arte e a cidade como tela e suporte do fazer artístico. Além de ser artista, ele agitava a cena, de forma megalomaníaca e agregadora, sempre criando imagens e sonhos. Criticava com força o modelo de reconhecimento e valoração do circuito de arte que dificulta o caminho de quem não tem a formação acadêmica, o dinheiro, o mecenas, as ferramentas sociais, amizades influentes, os instrumentos certos para fazer a boa obra ou ser o bom artista, ou, ainda, que desmerece o trabalho daqueles que se empenham em construir outro circuito, rico, extensivo e paralelo.
| Número de páginas | 560 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | 16x23 (160x230) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Tipo de papel | Ahuesado 80g |
| Idioma | Português |
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