No microcosmo empobrecido dos cortiços centrais, vidas marginalizadas colidem em uma engrenagem urbana implacável.
De um lado, o triângulo amoroso trágico e lascivo entre Judite, Dorival Godê e China Preto tensiona os limites da lealdade. Uma paixão obsessiva nasce no pátio de um casarão decadente e avança até um rastro inevitável de sangue, culpa e desespero.
Do outro, pelas calçadas e esquinas esquecidas da Sé, ecoa a filosofia crua do velho Roque Melchior. O pensador urbano enxerga o que a maioria ignora e denuncia a metrópole como uma grande e claustrofóbica prisão invisível.
Entre despejos iminentes, marchas de lamento, madrugadas geladas e rimas improvisadas, o destino desses personagens se entrelaça sob a sombra do abandono social. Esta é uma ficção brasileira potente, lírica e cortante sobre a realidade nua, crua e dolorosamente humana.
| Número de páginas | 152 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | 16x23 (160x230) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Ahuesado 80g |
| Idioma | Português |
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