Há um instante em que o silêncio se torna mais eloquente que qualquer palavra — é nesse abismo que nascem as poesias deste livro. Cada verso aqui é um fragmento de alma, uma confissão sussurrada entre o crepitar das velas e o eco distante de um relógio que parou.
O gótico não é apenas estética; é uma forma de sentir o mundo em sua profundidade mais sombria. É o olhar que enxerga beleza na decadência, que encontra poesia na dor e redenção na melancolia. As páginas que seguem são espelhos partidos — refletem o tempo, a perda, a infância que se dissolveu como névoa, e o peso da saudade que se arrasta como espectro.
Cada poema é um relicário de emoções antigas, um convite para caminhar entre tumbas de lembranças e jardins de cinzas. Aqui, o leitor não apenas lê — ele se reconhece nas sombras, descobre que o escuro também pode ser lar, e que há luz mesmo na agonia, ainda que seja a luz fria da lua sobre um cemitério esquecido.
Este livro é um rito.
Um mergulho na noite interior.
Um tributo à beleza do que fenece.
| Número de páginas | 134 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Offset 80g |
| Idioma | Português |
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