Esqueça aquela mentira gourmetizada que o Instagram tenta te vender sobre a maternidade e a paternidade, onde as crias acordam sorrindo ao som de harpas e comem aquele delicioso brócolis orgânico vestidas de linho cru.
A verdade é que a teoria pedagógica de manual é um conto de fadas escrito por pessoas que claramente nunca tentaram convencer uma criança de três anos de que colocar os sapatos não é uma violação gravíssima dos Direitos Humanos.
Entre o que dizem os doutores em educação infantil e a realidade de criar um pequeno ditador doméstico que decide chorar porque a casca do pão é "redonda demais", existe um abismo do tamanho da sua olheira crônica.
Esta obra chega como um bote salva-vidas no mar de culpa em que todo pai e mãe navega, servindo essencialmente como um abraço coletivo e quentinho naqueles adultos que já se trancaram na despensa para comer um pacote inteiro de biscoito escondidos da prole ou que se viram debatendo teorias existenciais sobre a extinção dos dinossauros às três da manhã.
Aqui não tem lição de moral chata nem fórmula mágica para o sucesso parental; o que você ganha é um espelho escancarado da sua rotina caótica, onde o ritual de sair de casa se assemelha a um exorcismo de baixa intensidade e as chamadas "férias em família" funcionam apenas como uma mudança geográfica do seu desespero habitual.
| Número de páginas | 119 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Ahuesado 80g |
| Idioma | Português |
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