Escrever sobre o ego é, por natureza, um ato de guerra. Não uma guerra contra o mundo, mas contra a ilusão mais bem construída que já habitou o coração humano: a convicção de que somos os donos da nossa própria retidão.
Em meus estudos sobre as tradições antigas, especialmente os textos de Enoque e a poética brutal do Livro de Jó, percebi que existe um fenômeno recorrente que chamo de "A Patologia do Justo". É o momento exato em que a proximidade com o sagrado, em vez de nos tornar humildes, nos torna monstros. Onde a luz do conhecimento vira o combustível para uma vaidade que não se contenta em ser vista, ela quer ser adorada.
Neste livro, nasceu da necessidade de expor os dois guardiões que impedem o homem de alcançar a verdadeira consciência: o orgulho da terra e a soberba do abismo.
Muitos buscam em Enoque revelações sobre anjos, astros e o fim dos tempos. No entanto, a maior revelação contida nessas páginas é o mapa da nossa própria queda.
Quando Azazel ensinou o homem a forjar o metal e a olhar-se no espelho, ele não estava apenas entregando tecnologia; ele estava entregando as ferramentas para a construção de um "Eu" artificial. Um ego que usa a religião como uma armadura — ou melhor, como um escudo de escamas.
Ao longo destas páginas, você encontrará Beemote e Leviatã não como curiosidades zoológicas da Bíblia, mas como espelhos de sua própria resistência. Beemote é o peso do nosso "eu mereço". Leviatã é a frieza do nosso "eu já sei".
Esta obra não é para aque
| Número de páginas | 72 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Offset 90g |
| Idioma | Português |
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