Em “Os Anjos Também Choram”, acompanhamos o testemunho íntimo de Johnny, um homem marcado por uma infância atravessada pela violência, pelo abandono e por um ressentimento que se estende até a idade adulta. Casado e prestes a se tornar pai, ele se vê obrigado a revisitar o passado quando uma comparação aparentemente banal — a de que estaria se tornando alguém parecido com o próprio pai — rompe o frágil equilíbrio que havia construído para sobreviver.
A partir dessa fissura, o romance se desdobra como uma confissão dolorosa na qual emergem lembranças reprimidas: o alcoolismo precoce, a convivência com o crime, um sequestro traumático, a ruptura com a mãe e a tragédia que condenou o irmão mais novo a uma cadeira de rodas. Tudo parece apontar para uma figura materna ambígua, culpada e silenciosa, ao menos até que uma revelação inesperada subverte por completo a narrativa que Johnny havia construído sobre si mesmo.
Entre a culpa e a redenção, o livro propõe uma profunda reflexão sobre identidade, maternidade, sacrifício e perdão. O leitor é conduzido por uma trama de intensa carga psicológica, na qual o amor não se manifesta como um gesto romântico, mas como uma renúncia extrema, capaz de deformar vidas para salvá-las.
Com uma linguagem sensível e confessional, “Os Anjos Também Choram” é um romance sobre as verdades que escolhemos ignorar, o preço do ódio prolongado e a possibilidade — sempre tardia e nunca indolor — da reconciliação. Uma obra que não oferece respostas fáceis,
| Número de páginas | 124 |
| Edição | 2 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Offset 80g |
| Idioma | Português |
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