Abraçar as páginas de O Segredo do Vinhateiro é aceitar um convite para descer aos estratos mais profundos da Idade Média, onde a linha que separava a ciência, a fé e o horror era tão tênue quanto a casca de uma uva madura.
O vinho, nesta obra, despe-se de sua roupagem puramente litúrgica ou festiva para assumir sua faceta mais ancestral: a de um elemento vivo, mutável e, por vezes, implacável. Ao escolher o ano de 1348 — o estopim da devastação da Peste Negra na Europa —, a autora coloca em xeque a fragilidade humana diante das forças da natureza. O Mosteiro de São Ruperto ergue-se não apenas como um refúgio espiritual, mas como um imenso laboratório biológico onde o Irmão Mateo atua como o elo entre o sangue das veias e a seiva das videiras.
Prepare o seu espírito para um cenário claustrofóbico, aromatizado pelo cheiro do mosto fermentado e pelo calcário úmido das adegas da Borgonha. Nas páginas que se seguem, você descobrirá que a imortalidade e a salvação podem ter um sabor amargo e que, no grande banquete da existência, a terra sempre cobra o preço do último gole.
| Número de páginas | 46 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Offset 80g |
| Idioma | Português |
Tem algo a reclamar sobre este livro? Envie um email para [email protected]
Faça o login deixe o seu comentário sobre o livro.