Em 1878, após atravessar o oceano vindo da Espanha, Celina Costeira desembarcou no Porto de Santos. Mais do que uma longa viagem, a jovem enfrentou um cenário sombrio, assistindo à devastação causada pela epidemia de cólera.
Celina pisou em terras brasileiras sozinha, se sentindo emocionalmente dilacerada, amedrontada e sem rumo. Tinha consciência de que o peso das decisões difíceis que tomou para definir seu destino seriam suas companheiras fiéis dali em diante.
A moça seguiu a vida como guardiã de um segredo funesto e, com sorte, conseguiu trabalho na casa dos Braga Rochedo. Foi dama de companhia da baronesa Rosalina, viúva que passou a considerá-la uma filha.
À medida que os anos passaram, a jovem espanhola se viu munida de sublime satisfação e alegria por residir em Santos. Um pouco mais confiante, permitiu que sua vida se entrelaçasse com a de outras pessoas. Nesse período, em um baile de verão, seu espírito indomável e ousado despertou o interesse de um visconde.
Dominados por uma paixão épica, os dois se entregaram aos desejos da carne. Mais adiante, motivados pelo amor e pela necessidade, contraíram matrimônio, ignorando o preconceito social que julgava a união entre um homem da alta Corte e uma dama de companhia.
Apesar da felicidade que preenchia o coração de Celina, uma energia negativa ainda pairava sobre sua cabeça, assombrando e esmagando sua alma. Para ela, era evidente que a revelação de suas escolhas do passado poderiam desviar o destino de sua vida, condu
| ISBN | 9786502184608 |
| Número de páginas | 350 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Ahuesado 80g |
| Idioma | Português |
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