O Princípio da Incerteza não se oferece ao leitor como obra concebida para consolar consciências fatigadas pela superficialidade dos séculos modernos. Antes, ergue-se como tratado metafísico voltado contra as próprias estruturas mediante as quais o homem organiza a realidade para torná-la suportável.
Através de linguagem densa, litúrgica e profundamente filosófica, a obra investiga os limites da consciência humana, interrogando a fragilidade do conhecimento, as ilusões da estabilidade psicológica, a precariedade das certezas e os mecanismos invisíveis pelos quais o espírito reduz a vastidão do real a versões emocionalmente habitáveis.
Aqui, a dúvida não surge como fraqueza intelectual, mas como instrumento rigoroso de investigação interior. O livro confronta dogmas, moralismos, vaidades académicas e sistemas de pensamento cristalizados, expondo o conflito silencioso entre o desejo humano de verdade absoluta e a necessidade psicológica de preservar estruturas capazes de sustentar a própria existência.
Entre metáforas arquitetónicas, imagens decadentes e reflexões de natureza epistemológica, a obra transforma filosofia em experiência existencial, conduzindo o leitor através de corredores onde lucidez e vertigem caminham lado a lado.
Porque talvez a maior tragédia humana não consista em desconhecer a verdade, mas em suspeitar que a consciência jamais conseguiria suportá-la integralmente sem desfazer-se diante dela.
| Número de páginas | 198 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | 16x23 (160x230) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Ahuesado 80g |
| Idioma | Português |
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