Tomás é um auditor governamental que descobriu uma fraude. Não uma fraude espetacular, o tipo que rende manchetes e vilões, mas a outra: silenciosa, distribuída, sustentada pelo consenso tácito de pessoas razoáveis fazendo concessões razoáveis.
Ele poderia ter ignorado. Todos ignoravam. Ignora-se não por desonestidade, mas porque concordar é o que se faz: tão natural quanto o ar condicionado regulado a vinte e três graus, tão previsível quanto o café aguado na copa do corredor.
Tomás não conseguiu.
O Peso da Clareza é a história do que acontece depois: o isolamento progressivo, a erosão dos vínculos, o custo que ninguém calcula quando decide dizer a verdade num mundo que não a pediu. É também a história de algo mais perturbador: a descoberta de que a lucidez, quando voltada apenas para fora, pode ser a forma mais sofisticada de cegueira.
Porque Tomás vê tudo. Exceto a si mesmo.
Um romance sobre a maldição de enxergar demais e a impossibilidade de fingir, e sobre a pergunta que fica depois que o livro fecha: se a verdade não tem o poder de mudar o mundo, ainda assim vale a pena ser verdadeiro?
| ISBN | 9786502024836 |
| Número de páginas | 305 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | 16x23 (160x230) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Ahuesado 80g |
| Idioma | Português |
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