O Mistério do Gólgota parte de uma constatação incômoda: apesar de séculos de exegese, crítica histórica e interpretação psicológica, os Evangelhos continuam resistindo à compreensão moderna. Algo essencial parece escapar sempre que o texto é reduzido a fato histórico, símbolo moral ou construção subjetiva. Este livro sustenta que essa resistência não é um defeito do texto, mas um sinal de que o problema reside na forma de consciência com que tentamos lê-lo.
Inspirado na proposta de Rudolf Steiner, mas sem aderir a sistemas esotéricos ou doutrinários, o autor investiga a hipótese de que os Evangelhos não foram escritos para serem simplesmente interpretados, mas percebidos como acontecimentos vivos, cuja inteligibilidade depende de uma transformação da atenção e da consciência do leitor. O livro mostra por que o literalismo histórico e o simbolismo psicológico fracassam, não por serem falsos, mas por serem insuficientes diante do tipo de realidade que o Evangelho testemunha.
O livro também enfrenta, com honestidade intelectual, os riscos e limites dessa abordagem: a subjetivização, o dogmatismo espiritual e a tentação de substituir a revelação por técnica. Longe de oferecer respostas definitivas, O Mistério do Gólgota propõe uma pergunta decisiva para o leitor contemporâneo: e se compreender o Evangelho exigisse não apenas novos métodos, mas um novo modo de ler — e de estar consciente?
| Número de páginas | 163 |
| Edição | 1 (2025) |
| Formato | 16x23 (160x230) |
| Acabamento | Brochura s/ orelha |
| Tipo de papel | Offset 90g |
| Idioma | Português |
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