Desde muito pequeno, sempre me interessei por notícias. Fui alfabetizado por uma vizinha, Dona Cecília, que usava exemplares do Última Hora e do Notícias Populares como material de leitura. Em casa, tive o melhor dos exemplos: minha mãe, Dona Carmela, era uma leitora voraz. Todas as noites, devorava o Diário da Noite, trazido religiosamente pelo meu tio Júlio ao retornar do trabalho. Além disso, acompanhava o noticiário da Rádio Bandeirantes e os telejornais da TV Tupi ao lado da minha avó, Dona Saveria. Cresci, portanto, rodeado por jornais, vozes do rádio e imagens da televisão. Não havia como não me interessar por notícias. Confesso que essa curiosidade, muitas vezes, vinha acompanhada de medo, mas também me impulsionava a mergulhar ainda mais nas leituras. No início, eu não compreendia totalmente as razões dos acontecimentos, mas podia contar com minha mãe e meus irmãos mais velhos para esclarecer dúvidas e contextualizar o mundo que começava a descobrir. Na rua, entre os colegas da vizinhança, não havia espaço para discutir os temas que eu lia nos jornais ou ouvia no rádio — éramos crianças, afinal. No meu caso, porém, o estímulo constante dentro de casa fez toda a diferença. Esse interesse nunca me abandonou. Pelo contrário: guiou-me até a faculdade de jornalismo e à atuação profissional em diversos jornais de expressão nacional.
| Número de páginas | 77 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Ahuesado 80g |
| Idioma | Português |
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