Todo inverno tem uma madrugada que a gente não esquece.
Na Coxilha do Ipê — cidadezinha onde a geada branqueia o campo e o minuano corta feito faca — o pão começou a sumir. Some da bandeja, some o troco da gaveta; sempre pouco, sempre no escuro, sempre antes de o mundo acordar. E o vô Tião, o padeiro que ria com todos, ficou calado.
Marina tinha oito anos e era a única que acordava com ele. Decidiu, então, que ninguém roubaria o pão do seu avô sem ela ver. De meia, no frio de rachar, virou a vigia da madrugada — sem imaginar que, ao seguir aquele vulto pela rua gelada, descobriria um segredo que guardaria pela vida inteira.
Muitos anos depois, numa tarde de chuva, ela conta tudo à própria filha. Porque há segredos que a gente guarda — e há segredos que precisam ser passados adiante.
| Número de páginas | 50 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Capa dura |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Offset 90g |
| Idioma | Português |
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