O espaço entre o passo e o horizonte
Existir é habitar um intervalo.
Desde o instante em que o ser humano ergueu os olhos ao céu e sentiu o peso dos próprios pés tocando o chão, passou a viver em um território invisível — um espaço silencioso entre dois mundos.
De um lado, a Terra: concreta, densa, inevitável. Nela vivem o corpo, o tempo, as necessidades, os limites. É onde a vida exige presença, esforço e permanência.
Do outro, o Céu: não como um lugar distante, mas como um estado interno. Um território vasto onde a mente se expande, onde os sonhos ignoram a gravidade e os pensamentos atravessam o infinito.
Entre esses dois extremos, existimos.
Não somos apenas matéria — porque imaginamos o eterno.
Nem apenas luz — porque sentimos dor, frio e medo.
Carregamos essa dualidade inquieta.
E é nela que a vida acontece.
Ao longo desta jornada, organizada em estações, não buscamos respostas prontas nem verdades absolutas. Este não é um livro de certezas — é um espaço de encontro.
Um convite ao silêncio.
Um chamado para perceber o extraordinário escondido no cotidiano.
Um exercício de coragem para encarar os próprios abismos não como ameaças, mas como fundamentos.
Aqui, o visível e o invisível se entrelaçam.
Há um fio sutil ligando aquilo que tocamos àquilo que sonhamos — e talvez seja nele que a vida realmente se sustenta.
Porque a existência não se revela nos extremos.
Ela acontece no equilíbrio delicado entre o que somos…
e tudo aquilo que ainda podemos nos tornar.
Bem-vindo!
| Número de páginas | 80 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | 16x23 (160x230) |
| Acabamento | Argolado |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Offset 80g |
| Idioma | Português |
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