O cansaço também é um país

Por Célio Junior da Costa Fernandes

Código do livro: 995087

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Poesia, Literatura Nacional

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Sinopse

Entre Buenos Aires e o Brasil, entre a memória e o corpo, entre o que se perdeu e o que insiste em permanecer, este livro atravessa a existência com a ferocidade silenciosa de quem sabe que continuar também é um milagre. Misturando lirismo visceral, elegias íntimas, política, infância, amor e exílio, a obra constrói uma cartografia emocional em que a morte não é fim, mas passagem; o cansaço não é derrota, mas território; e o gesto de permanecer vivo é, ao mesmo tempo, ferida e resistência.

Inspirado por Ferreira Gullar, Milton Nascimento e Belchior, e ainda assim absolutamente singular, este é um livro que não pede respostas: ele abre fendas, ruídos, memórias e luzes. É poesia para atravessar, para reconhecer-se, para respirar entre ruínas. Um livro sobre estar vivo quando a vida pesa, e sobre o que nasce no intervalo entre o som e o silêncio.

Características

Número de páginas 139
Edição 1 (2025)
Formato A5 (148x210)
Acabamento Brochura c/ orelha
Coloração Preto e branco
Tipo de papel Ahuesado 80g
Idioma Português

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Fale com o autor

Célio Junior da Costa Fernandes

Célio Jr. Fernandes escreve a partir do que insiste.

Não da memória como registro, mas do que nela permanece em tensão. Do que retorna, do que atravessa, do que encontra na palavra uma forma de continuar existindo. Sua escrita não organiza a experiência. Ela a reabre.

Seus textos transitam entre formas distintas sem abandonar um mesmo núcleo. Há o retorno, onde a vida é revisitada como matéria viva. Há o impulso do poema, que surge como acontecimento. E há a ficção, onde o vivido se desloca e se reinventa. Não são caminhos separados, mas variações de uma mesma busca.

A escrita nasce em fragmentos de infância, de perda e de permanência, recusando a ideia de uma narrativa limpa. O que aparece é o que resta. O que não coube. O que ficou sem nome. O que ainda pulsa.

Entre a ciência e o sensível, sua linguagem não se fixa. Oscila, e é nesse movimento que encontra forma. Há rigor, mas também ruptura.

Influenciado por Ferreira Gullar, carrega uma ideia simples: a de que a vida, sozinha, não basta. E por isso se escreve.

Seus textos não oferecem respostas. Insistem no que permanece em aberto.

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