Este livro nasceu de um Trabalho de Conclusão de Curso apresentado em 2011. O texto original formulava uma pergunta que permaneceu viva: seria possível aproximar a ética das virtudes de Aristóteles do conjunto de ideais historicamente associado ao Bushidô? A edição ampliada conserva essa pergunta, mas a trata com maior cautela histórica, profundidade filosófica e atenção aos dilemas do presente.
O Bushidô não será apresentado como um código único, eterno e uniforme. A expressão reúne discursos, práticas, textos e reconstruções produzidos em períodos distintos. Algumas formulações exaltaram disciplina, coragem e serviço; outras foram mobilizadas para legitimar hierarquia, violência ou obediência. A leitura responsável exige distinguir inspiração ética, realidade histórica e fabricação ideológica.
Também não se pretende transformar Aristóteles em autor de respostas prontas. Sua ética oferece uma gramática poderosa para pensar hábito, prudência, amizade, justiça e felicidade, mas surgiu numa sociedade distante da nossa e marcada por exclusões que precisam ser criticadas. O diálogo proposto é, portanto, seletivo e argumentativo: aproxima tradições sem apagar suas diferenças.
Àqueles que compreenderam que o caráter não se declara: constrói-se.
| Número de páginas | 93 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | 16x23 (160x230) |
| Acabamento | Brochura s/ orelha |
| Coloração | Colorido |
| Tipo de papel | Offset 90g |
| Idioma | Português |
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