Há histórias que começam sem que a gente perceba.
Não chegam fazendo barulho, não anunciam que vão mudar alguma coisa dentro de nós. Simplesmente acontecem. Em um domingo qualquer, em um banco qualquer, debaixo de uma árvore que parecia guardar segredos, enquanto o mundo continuava passando depressa demais.
Foi assim que começou.
Entre o lago e o jardim do Parque da Gare, dois adolescentes descobriram que algumas amizades nascem devagar, quase como uma semente escondida na terra. Primeiro vem a curiosidade. Depois, as conversas sem importância que acabam se tornando as mais importantes. Um livro emprestado. Um desenho compartilhado. Um sorriso que demora um segundo a mais. Um silêncio que já não parece vazio.
E, quando percebem, aqueles dois corações pequenos já estão caminhando na mesma direção.
Este livro é sobre esse tipo de amor.
O amor que nasce antes mesmo de saber seu próprio nome. O primeiro amor, aquele que chega desajeitado, bonito e assustador, trazendo consigo a descoberta de que outra pessoa pode ocupar um lugar inesperadamente grande dentro da nossa vida.
Mas também é uma história sobre o tempo.
Porque o tempo passa.
As pessoas crescem. Os caminhos se dividem. Surgem outras cidades, outras direções, outras escolhas e outros sonhos. Algumas promessas se perdem no silêncio dos anos, enquanto certas lembranças permanecem escondidas em lugares que nunca deixamos completamente para trás.
E há lugares que parecem guardar aquilo que fomos. Para Lucas e Clara, o Parque
| Número de páginas | 83 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Offset 80g |
| Idioma | Português |
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