Sobre o Autor
Douglas Reis Silva Carolino é um sobrevivente, líder comunitário e especialista em entender os processos da mente humana.
Casado, pai e apaixonado pela transformação social, dedica sua vida a provar que a educação e a espiritualidade são as ferramentas definitivas para quem deseja redesenhar o próprio futuro.
Formação e Atuação Profissional:
• Terapeuta Ocupacional (UNICID)
• Gestor Público (UNIFATECIE)
• Pós-Graduado em Administração e Gestão em Saúde (UNASP)
• Especialista em Neurociência e Comportamento Humano (FPCS)
• Gestor em Saúde - Técnico em Enfermagem (SEQUENCIAL)
• Aconselhador e Mediador (AE Deive Leonardo) (IBFCR – Capão Redondo)
• Auxiliar de Justiça no TJ-SP
“Entendendo o cérebro, transformando vidas.”
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Não Só +1 organiza a própria matéria autobiográfica como um percurso de travessia. A narrativa parte do nascimento prematuro e da infância cercada por vulnerabilidade, entra no luto fundador pela morte de Tinil, acompanha a adolescência entre códigos da rua, escola, futebol, música e trabalho, e chega à vida adulta marcada por paternidade, casamento, fé, doença, perda materna e reconstrução interior. Esse desenho faz com que o livro avance por camadas: primeiro a
sobrevivência, depois a formação, mais tarde a consciência do que foi herdado e do que pode ser transformado. A imagem que aparece logo no início — “não importa onde o traçado começa, mas sim
quem segura a caneta para mudar o destino” — funciona como eixo estrutural e simbólico de toda a
obra.
A progressão dos capítulos também revela uma escolha importante: esta narrativa não se limita a relatar fatos em ordem cronológica. Ela alterna memória, comentário social, reflexão espiritual, agradecimento, oração e até trechos de elaboração poética. Isso dá ao romance autobiográfico um movimento de avanço e retorno, como se cada etapa da vida fosse revisitada à luz da maturidade atual.
Quando a história chega a núcleos como “Reconstruindo o castelo”, “Metamorfose”,
“Colher o que se planta” e “A semente do amanhã”, percebe-se que a composição foi pensada para transformar experiência em sentido, e não apenas em lembrança.
A linguagem desta obra mistura registro memorialista, tom confessional e impulso de testemunho.
Há trechos em que a escrita se aproxima da oralidade, preservando o calor da experiência, e outros em que o autor assume um tom mais reflexivo, quase meditativo. Essa alternância combina com o conteúdo narrado, porque a vida contada pede, em certos momentos, a frase mais direta; em outros, exige pausa, interpretação e elaboração emocional.
Também chama atenção o uso recorrente de imagens de semente, solo, grão, fruto, traçado e reconstrução. Não se trata de um recurso isolado. É um vocabulário simbólico que organiza a narrativa do começo ao fim. Já no título de abertura da introdução, “Onde o Grão Encontra a Terra”, está sugerida a ideia de que viver é, ao mesmo tempo, ser lançado ao chão e ter ali a chance de germinar. Essa imagem amadurece até chegar a “A semente do Amanhã”, trecho em que o livro
assume abertamente uma dimensão de legado e de exemplo.
A presença da música também influencia o ritmo do texto. Rap, samba, soul, pagode e referências populares não aparecem apenas como repertório cultural; funcionam como marcas de identidade e de formação subjetiva. Quando o narrador escreve que, entre “o som do Rap e a paz da música clássica”, aprendeu a redesenhar o destino, ele condensa dois movimentos centrais do livro: o pertencimento ao seu mundo de origem e a abertura para novas formas de sensibilidade.
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