NÃO ERAM MONSTROS — E É POR ISSO QUE DEVEMOS TER MEDO investiga, com rigor científico e alcance narrativo, os mecanismos psicológicos e históricos que tornam pessoas comuns capazes de participar de sistemas de opressão — e que tornam as democracias vulneráveis à erosão autoritária.
O livro parte do julgamento de Adolf Eichmann e do conceito que Hannah Arendt cunhou ao cobri-lo: a "banalidade do mal". Eichmann não era um demônio. Era um funcionário eficiente que organizava trens sem precisar olhar para onde iam. Essa normalidade, argumenta a obra, é mais aterrorizante do que qualquer monstruosidade imaginada.
A partir daí, o autor conduz o leitor por uma investigação em camadas. A psicológica: os experimentos de Milgram sobre obediência, de Asch sobre conformismo e o mapeamento da personalidade autoritária por Adorno — não como curiosidades acadêmicas, mas como radiografias de mecanismos ativos no cotidiano. A histórica: os processos de desumanização que precedem genocídios, da Alemanha nazista a Ruanda, de Myanmar aos discursos de ódio nas redes sociais. A institucional: como as democracias morrem — não de golpe espetacular, mas de erosão gradual, cada passo pequeno o suficiente para parecer administrável. E a tecnológica: como os algoritmos constroem câmaras de eco e fabricam inimigos não por ideologia, mas pela descoberta empírica de que o ódio retém mais atenção do que a esperança.
| ISBN | 9786502112113 |
| Número de páginas | 265 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Estucado Mate 90g |
| Idioma | Português |
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