Em um outra realidade em que a sobrevivência se tornou mais valiosa que a liberdade, nasce Ceres: uma cidade neutra, planejada para ser o último refúgio da humanidade. Sem passado, sem religião, sem heróis, todos vivem sob a tutela da Mãe Ceres — uma entidade que dita leis rígidas, controla cada detalhe da vida cotidiana e garante segurança absoluta em troca de obediência cega.
Para alguns, Ceres é o paraíso da ordem; para outros, uma prisão invisível. Crianças são criadas coletivamente, relações são vigiadas, e a saudade é um sentimento proibido, pois o vínculo verdadeiro ameaça o equilíbrio do sistema. Ainda assim, corações insistem em sentir, memórias insistem em sobreviver, e vozes silenciosas começam a questionar: qual é o preço da perfeição?
Theo, Tycho, Amós, Ysa e tantos outros vivem entre o amor resignado à cidade e a dor de perder quem ousa partir. Conspiradores externos observam, líderes disputam influência e até o sagrado esporte do Flagball é corrompido pela política. Enquanto Ceres ergue seu “útero de chumbo” como promessa de eternidade, fissuras aparecem — e nelas floresce a dúvida se a verdadeira revolução não virá de dentro.
Mãe Ceres é mais que uma distopia. É um espelho cruel da nossa própria civilização, um romance filosófico que questiona até onde um sistema pode ir para salvar a humanidade de si mesma — e até onde o ser humano é capaz de suportar para continuar vivo.
ISBN | 9786501630755 |
Número de páginas | 578 |
Edição | 1 (2025) |
Idioma | Português |
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