Lucas, o Menino que Perguntava ao Abismo
Numa cidade que o mundo esqueceu — um ponto borrado entre o mar e o mato, onde até os mapas desistiram de procurar — nasce a história de Lucas, um menino de doze anos que carrega nos olhos azuis a fúria silenciosa de uma tempestade que nunca chega.
Enquanto as outras crianças correm atrás de latas amassadas fingindo que são bolas, Lucas corre atrás de respostas. Ele vive numa casa de madeira cansada, corroída pelo sal e pelo tempo, e encontra refúgio apenas em um velho livro de ciências, tão gasto quanto os sonhos que tenta proteger. Ali, entre páginas amareladas, ele busca uma lógica que o mundo insiste em negar.
Mas Lucas vê demais.
Vê a fome que dobra corpos.
Vê a doença que escolhe sempre os mesmos.
Vê a injustiça que cresce como mato bravo, sufocando tudo o que tenta florescer.
E numa tarde abafada, quando o vento traz o cheiro de maresia misturado à fumaça de um futuro queimada antes de nascer, ele ousa perguntar ao vazio:
“Por que tudo apodrece antes de florescer?”
A pergunta ecoa como um tiro na rua deserta.
E o silêncio responde como sempre respondeu: com indiferença.
Lucas não chora. Já não sabe como.
Mas dentro dele algo se move — uma semente plantada pela dor, regada pela revolta, iluminada por um tipo de esperança que não brilha… arde.
Porque alguns meninos nascem para seguir caminhos.
Outros nascem para incendiá-los.
E Lucas, com seus olhos de tempestade, está prestes a descobrir que perguntas podem ser mais peri
| Número de páginas | 157 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | 16x23 (160x230) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Ahuesado 80g |
| Idioma | Português |
Tem algo a reclamar sobre este livro? Envie um email para [email protected]
Faça o login deixe o seu comentário sobre o livro.