Quando nós falamos no início do Rio Grande do Sul, vêm à nossa mente uma série de pensamentos, e logo lembramos dos portugueses, dos espanhóis. Mas milhares de índios já viviam aqui, inúmeras tribos com sua cultura, religiões. Mas com a chegada dos jesuítas, que com o tempo foram ensinando os seus costumes europeus... Em 1634, o padre Cristóbal de Mendonza introduziu o gado vacum em grande escala no território gaúcho. Um solo rico em pasto e água, rios e chuvas em abundância, que, em poucos anos, já contava com milhares de bois, vacas, ovelhas e manadas de cavalos.
Podemos dizer que ali, nas reduções jesuíticas, havia uma verdadeira fartura. Pois os padres trouxeram as sementes e a agricultura, e passaram a trabalhar a terra. Mas esse lugar lindo e cheio de amor, fé e alegria — um verdadeiro paraíso de progresso — não duraria muito tempo. Pois os bandeirantes, que viviam pelos matos buscando ouro e pedras preciosas e na captura de negros fujões, com a falta de mão de obra, capturavam também os índios.
Quando chegaram próximos aos Sete Povos, pensaram: “Os padres catequizaram os índios, já os ensinaram a trabalhar nas lavouras e estão todos reunidos. Será fácil nós ganharmos um bom dinheiro.” Mataram os padres e muitos índios, e a terra, que já era vermelha, com todo aquele sangue, ficou mais vermelha ainda. A grande maioria foi presa e levada como escrava, e quem não foi preso, fugiu.
| ISBN | 9786560153196 |
| Número de páginas | 328 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Estucado Mate 90g |
| Idioma | Português |
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