Quando a fumaça aparece no horizonte, Vicente tem alguns minutos para pôr a mulher e o filho numa carroça e confiar no oficial imperial que promete escoltá-los até o norte. É a última decisão que ele toma como homem livre.
Do outro lado da fronteira, Isabel é arrancada dos filhos pela mobilização total de Solano López — um país que se esvaziou de homens e mandou as mulheres tocarem a lavoura, a logística e, quando não sobrou mais ninguém, a linha de frente. Ela não quer glória nem martírio. Quer voltar para casa.
Entre os dois, seis anos de pântano. Estero Bellaco. Tuiuti. Curuzú. Curupaiti. Uma patrulha de dez homens que vira nove, depois sete. Um recruta de dezenove anos que aprende a fechar a mão de um morto. Um sargento velho que calcula quantos minutos custa segurar a boca de uma fenda. E uma família improvisada, feita de gente dos dois lados, que a lama não conseguiu apodrecer.
A Guerra do Paraguai contada de baixo: do lado do peão despejado, da mulher requisitada, do menino de farda grande demais. O maior conflito da história da América do Sul terminou num campo chamado Acosta Ñu, onde se conta que oficiais pintaram barbas de carvão no rosto das crianças para que elas parecessem homens.
Este livro vai até lá.
| ISBN | 9786502259320 |
| Número de páginas | 358 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | 16x23 (160x230) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Ahuesado 80g |
| Idioma | Português |
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