Os poetas Ivan Junqueira, Ivo Barroso e Ferreira Gullar são vozes de um coro que dialoga com o Mito. No mergulho na subjetividade o poeta concebe um presságio transformado em "prodígio em todo o mundo", que Calderon de la Barca pressentiu ao dar como título a um de seus dramas o provérbio. A marca da solidão é a Verdade no espelho e o toque inapreensível do real, o qual condena o poeta a estar só na multidão. O que se vê à volta é o "mesmo" tal um duplo a espreitar os transeuntes. Tudo é suposição, um retornar ao passado, onde o começo é sempre um fim. O esoterismo de Yeats está na tradução de Eric Ponty ao confessar o poeta irlandês "paixão à dama, vergonha e clemência ao Senhor, afirmando que ele próprio é a luz do dia." Eu carrego o sol em minha xícara dourada/ e a luz em uma bolsa prateada", repete Yeats antes de concluir que "um osso embranqueceu e secou ao vento."
Foed Castro Chamma – Poeta, escritor e tradutor. Transmutação da Pedra (Grande Prêmio de Poesia da 2*Bienal Nestlé de Literatura Brasileira) – Publicou O Poder da Palavra, em 1959; Labirinto em 1967; Ir a ti, em 1969. Em 1971, reuniu os três livros sob o título geral de Andarilho e a aurora para uma coedição com o convenio do MEC. Sons de Ferraria
| Número de páginas | 96 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Ahuesado 80g |
| Idioma | Português |
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