Helena é curitibana e carrega um ceticismo silencioso; no fundo do coração, não acredita em Deus.
A sua viagem para São Luís não começou no aeroporto, nem no momento em que comprou a passagem. Começou antes, de forma silenciosa, quase impercetível, como tantas outras decisões que, à primeira vista, parecem pequenas, mas acabam alterando o rumo das coisas.
Não havia um motivo único que justificasse a escolha. Não se tratava de uma busca espiritual, nem de um desejo antigo de conhecer o Maranhão. Era, acima de tudo, uma inquietação discreta, uma sensação persistente de que permanecer onde estava já não bastava. Curitiba continuava sendo sua cidade, seu ponto de partida, mas algo dentro dela já não se encaixava com a mesma facilidade de antes.
Helena sempre foi prática. Aprendeu desde cedo a lidar com a realidade da forma como ela se apresentava, sem esperar por sinais ou respostas extraordinárias. A ausência da mãe, que nunca chegou a aproveitar a sua ausência devido a um falecimento por leucemia. Cresceu ao lado do pai, Ricardo, em uma relação construída mais por presença do que por palavras. Entre os dois, havia entendimento, mesmo quando o silêncio ocupava mais espaço do que qualquer conversa.
A fotografia surgiu nesse contexto. Não como um sonho, mas como consequência. Era a forma que Helena encontrou de observar o mundo com mais atenção, de capturar aquilo que passava despercebido. Agora sera que ela vai encontrar Deus em São Luís? ou vai continuar como uma artista cética?
| Número de páginas | 251 |
| Edição | 4 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Offset 80g |
| Idioma | Português |
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