O planeta não tem nome. Só uma designação alfanumérica, um deserto laranja-ferrugem e um sinal de socorro piscando cinco quilômetros ao norte.
A missão parece simples. A Companhia usa essa palavra em todo contrato que emite, e nunca foi verdade.
Protocolo padrão: localizar o sinal, confirmar o status do pessoal, retornar à nave. Mil e quinhentos créditos. O que ninguém informa é a equipe de pesquisa que veio antes , os dispositivos de áudio deixados no chão, a mochila esvaziada com pressa, o corpo encostado numa pedra com o visor coberto de areia e oxigênio ainda sobrando.
Abaixo da superfície, há uma câmara. Dentro da câmara, há uma esfera. Nos arredores da esfera, alguém arranhou quatro palavras no chão de pedra antes de parar de olhar para qualquer outra coisa.
Frequência Morta é uma história sobre assinar contratos sem ler o que está escrito. Sobre o que a Companhia sabe e manda assim mesmo. Sobre o tipo de coisa que fica esperando num lugar construído por algo que não era humano, e que ainda não foi embora.
A Companhia agradece pelo seu serviço.
Nenhuma anomalia detectada.
| Número de páginas | 32 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Colorido |
| Tipo de papel | Offset 80g |
| Idioma | Português |
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