Por que a democracia brasileira, mesmo com eleições livres, uma Constituição extensa e um Judiciário poderoso, parece condenada a repetir as mesmas crises?
De Camus às decisões do Supremo Tribunal Federal, de Flusser ao funcionamento do sistema educacional, de Freud à violência urbana, de Arendt ao esvaziamento da vida comunitária — Estado Trágico argumenta que a resposta não está numa falha corrigível, mas numa condição estrutural: o Brasil vive tensões que não se resolvem — só se administram, ciclo após ciclo, desde o Poder Moderador do Império até o protagonismo do Supremo Tribunal Federal hoje.
Ao longo de cinco ensaios — nascidos de aulas e palestras proferidas entre 2019 e 2024 —, o autor mostra como a democracia de massas, o devido processo legal, o poder moderador, o mal-estar democrático e a centralização educacional compartilham a mesma lógica trágica: forças igualmente legítimas, em conflito permanente, sem síntese possível.
Nesta segunda edição, ampliada e revisada, o livro ganha um aparato crítico completo — notas que apresentam cada autor e conceito mobilizado, do clássico ao contemporâneo, atualizações jurisprudenciais recentes e bibliografia integral — sem perder o espírito que fez a primeira edição encontrar leitores de espectros políticos diferentes, dentro e fora da academia: um ensaísmo que fala tanto ao especialista quanto a quem nunca fez uma disciplina de filosofia, mas sente, todos os dias, o mesmo incômodo que este livro tenta nomear.
| ISBN | 9786501516462 |
| Número de páginas | 206 |
| Edição | 2 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Ahuesado 80g |
| Idioma | Português |
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