Meu corpo está cansado. Não é o cansaço de quem trabalhou demais ontem; é o
cansaço de quem trabalhou a vida inteira para continuar existindo. As dores me
impedem de limpar a casa como antes. A faxina infinita, que por tanto tempo foi meu
anestésico, agora virou mais um lembrete de que o corpo cobra tudo o que a mente
empurrou para depois.
| Número de páginas | 8 |
| Edição | 1 (2026) |
| Idioma | Português |
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