Durante décadas, a humanidade acreditou estar construindo o paraíso.
A dor foi reduzida a um erro químico. A tristeza tornou-se uma instabilidade tratável. Sistemas inteligentes passaram a organizar emoções, prever comportamentos e suavizar qualquer desconforto antes mesmo que ele pudesse crescer dentro das pessoas. As cidades tornaram-se silenciosas, eficientes e perfeitamente estáveis.
E, pouco a pouco, o mundo aprendeu a dormir acordado.
Elias ajudou a construir essa realidade. Como arquiteto de sistemas cognitivos da Cidade Vertical, dedicou a vida a desenvolver mecanismos capazes de eliminar sofrimento humano em escala inédita. Mas quando pequenas rachaduras começam a surgir sob a superfície perfeita da civilização, ele descobre algo perturbador: talvez o preço da paz tenha sido a própria alma humana.
Nos níveis subterrâneos esquecidos pela cidade, Elias encontra homens e mulheres que ainda vivem cercados por frio, silêncio, memória e dor — pessoas consideradas “incompatíveis” por um sistema que já não tolera emoções profundas demais. Entre elas está Lia, uma menina que desenha portas, guarda nomes de desaparecidos e parece compreender algo essencial que o restante do mundo preferiu esquecer.
Enquanto a Cidade Vertical oferece conforto absoluto em troca do apagamento gradual da consciência, Elias inicia uma travessia dolorosa entre dois mundos: o da anestesia perfeita e o da condição humana em sua forma mais frágil, imperfeita e real.
ÉDEN é uma distopia filosófica
| Número de páginas | 181 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Ahuesado 80g |
| Idioma | Português |
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