O mundo já sabe.
As denúncias vieram à tona, os mecanismos foram expostos, a narrativa circulou. Ainda assim, nada caiu. O sistema não negou — adaptou-se. E Beatrice Harlow, antes desaparecida e depois transformada em ruído, retorna agora a um lugar onde cada palavra pesa mais do que a verdade que carrega.
Em Depois do Silêncio, Beatrice ocupa um cargo de poder num cenário que não busca mais silenciá-la, mas incorporá-la. O risco já não é ser calada, e sim ser usada. O discurso, antes arma, torna-se material. A fala, antes denúncia, passa a funcionar como autorização.
À medida que a pressão se desloca do confronto para a cooptação, Beatrice é levada a enfrentar a pergunta central do livro: o que fazer quando o mundo sabe — e escolhe continuar? Em um ambiente onde decisões exigem legitimação constante, o silêncio deixa de ser omissão e passa a ser posição ética, limite e custo.
Depois do Silêncio é um romance sobre consequência. Sobre responsabilidade após a verdade. Um livro que não oferece vitórias fáceis nem redenção pública, mas acompanha o gesto raro e incômodo de sustentar uma recusa até o fim — mesmo quando seguir seria mais simples.
| Número de páginas | 134 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Offset 80g |
| Idioma | Português |
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