CULTURAS REGIONAIS E POPULARES: BARREIRAS NATURAIS AO FASCISMO
“O que hoje chamam ‘cultura’ não foi empecilho para as exigências militares alemães...Se deixarmos crescer essa pretensa cultura...terá ela força para extirpar o espírito alemão...vencido o espírito, o que sucederá com o corpo?” (Nietzsche: "C. Extemporâneas").
A Alemanha acabara de vencer a guerra Franco-prussiana (1870); quase todos saudavam o "Grande Império Alemão", quando um jovem pensador lançou um desafio que causou perplexidade. Sua argumentação era tão profunda e convincente que não sofreu contestações. Pelo contrário, foi saudada por muitos, inclusive B. Bauer, que usou a obra para ironizar os prussianos, indicando onde poderiam reencontrar o conceito de Cultura que haviam perdido: “Cultura implica unidade de estilo em todas as manifestações da vida de um povo. Ter muitos sábios e se ter aprendido muito não é meio de Cultura...muitas vezes representa o contrário da Cultura: falta de estilo, confusão caótica de todos os estilos” (Nietzsche, idem).
Triste é verificar que esse conceito continua perdido. Quase todos os intelectuais, que tentaram discutir Cultura, não passaram de uma lista de “curiosidades”, como se Cultura se tratasse de “peças de museu”. A exceção é Gramsci (embora a confunda com Educação). A discussão dos efeitos permanentes, decorrentes da ruptura de um povo com as suas raízes culturais, por ex., foi deixada de lado. A ruptura do povo alemão com suas Culturas (iniciada na "cristianização"
| Número de páginas | 100 |
| Edição | 1 (2026) |
| Idioma | Português |
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