Daniel Moura acorda às 6h17 sem se lembrar da noite anterior. Há sangue seco sob suas unhas, uma chave marcada com o número 17 em seu bolso e uma fotografia sobre a mesa. Nela, Daniel aparece diante de uma casa que nunca viu. No verso, uma advertência escrita com sua própria letra: NÃO ENTRE NOVAMENTE.
O histórico do celular revela que ele passou parte da madrugada naquela casa. Uma mensagem de um número desconhecido afirma que suas lembranças não são confiáveis. E, sempre que Daniel se aproxima da verdade, as cores ao seu redor tornam-se intensas demais.
Vermelho. Azul. Amarelo. Verde.
Cada cor desperta uma lembrança diferente. Algumas parecem verdadeiras. Outras podem ter sido colocadas em sua mente. Todas conduzem a Helena, uma mulher que garante ter compartilhado a vida com ele — embora Daniel não consiga se lembrar de seu rosto.
Seguindo pistas deixadas por versões de si mesmo, Daniel encontra uma caixa escondida, dezessete fotografias, um quarto que não deveria existir e uma organização capaz de transferir memórias entre pessoas.
Se todas as suas lembranças podem ser alteradas, o que ainda faz de você quem é?
Em Cores Saturadas, cada verdade possui uma cor, cada memória pode esconder outra pessoa e nenhuma porta deve ser aberta duas vezes.
| Número de páginas | 0 |
| Edição | 1 (2026) |
| Idioma | Português |
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