Todos os dias, no mundo, uma infinidade de livros é publicada. Aqueles, entre eles, nos quais o autor ou a autora escreveu de verdade, pensou de verdade e assumiu de verdade responsabilidades, são poucos.
Afirmo que, até nesses poucos, há páginas a mais, páginas supérfluas nas quais quem as produziu divagou, tergiversou, descansou da fadiga que o verdadeiro pensar e o verdadeiro escrever inevitavelmente implicam. E concedeu, com isso, descanso para o leitor também. Tudo aquilo que importa, em um livro de cem páginas, poderia ter sido formulado em cinquenta, trinta, vinte.
A partir dessas considerações quis escrever um livrinho enxuto, essencial, intenso, denso, em que o supérfluo – mesmo que não de todo ausente – resulte reduzido ao mínimo.
Proponho, logo, catorze contos breves ou brevíssimos cuja leitura não é um simples passatempo: o leitor é chamado, aqui mais do que nunca, a completar a obra – interpretando-a em sua descarnada essencialidade prenha de significados possíveis.
| Número de páginas | 65 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Offset 80g |
| Idioma | Português |
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