Escrever um livreto de poesias é, quase invariavelmente, ofício de poetas — mesmo que iniciantes em sua primeira obra. Aqui, contudo, não há nada que possa, nem de longe, assemelhar-se a um poeta. A poesia requer uma sensibilidade que rinocerontes e feras extintas simplesmente não possuem.
Entretanto, confesso que me agrada a leitura de alguns autores: Quintana, Olavo Bilac, Eugénio de Andrade, Dante Milano, Bandeira, Camões, Robert Desnos ou Nuno Júdice, entre outros. Vez ou outra, também rabisco tolices no papel, que usualmente encontram seu caminho, amassadas, no chão ou na lixeira. São expressões de amor e desejo à minha esposa, Nereide, ou reflexos do tédio, do cansaço da vida e do sentimento de um fim que se aproxima — a gradual perda das boas coisas. Enquanto os perfeccionistas aguardam e trabalham arduamente para que as coisas sejam impecáveis e lhes tragam orgulho, eu, como engenheiro, conforto-me em fazer algo satisfatório, mas concretizado. Inquieta-me a ideia de dedicar-me a algo que se perderá para sempre; não compartilhar é o mesmo que nada ter feito.
| ISBN | 9786502163986 |
| Número de páginas | 34 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Colorido |
| Tipo de papel | Offset 90g |
| Idioma | Português |
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