Entre 1975 e 1979, o jornal O Correio, de Santa Rita do Sapucaí, publicou quinzenalmente uma coluna assinada por Aloísio Ribeiro. Sem pretensão literária, mas com rara sabedoria, ele escrevia sobre o que via, sentia e lembrava — e chamava tudo isso de coisas da vida.
Guiado pela voz do "meu tio", uma figura de sabedoria popular que perpassa todo o livro, Aloísio reflete sobre a ganância, a hipocrisia, o eterno descontentamento humano e a relação do homem com Deus. O refrão que fecha quase todas as crônicas — "pois a vida é a vida" — não é resignação, mas aceitação lúcida do mundo como ele é.
O livro é também um álbum de retratos de Santa Rita do Sapucaí — suas ruas, seus personagens, seus músicos. Com afeto e saudade, Aloísio recorda médicos, artesãos, parteiras e, acima de tudo, os companheiros de banda: maestros, trombonistas, clarinetistas que enchiam de vida as festas e procissões da cidade. Chama-os pelo nome, um a um, para que não sejam esquecidos.
A última crônica do livro fecha o círculo com uma visão que vai além da memória local: é um alerta sobre o homem destruidor da natureza, escrito com a mesma franqueza que marcou todo o conjunto. A vida, diz Aloísio, exige de cada um que plante uma árvore, crie um filho ou escreva um livro. Que deixe algo.
Este livro é exatamente isso — o que Aloísio Ribeiro deixou.
| Número de páginas | 114 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Ahuesado 80g |
| Idioma | Português |
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