Há palavras que chegam como fogueira não pedem licença, apenas iluminam.
Este livro é uma fogueira.
Cigana, de Flávia Frazão, não é uma coleção de poemas sobre o universo romani.
É uma imersão nele. É o gesto de quem entrou descalça no acampamento da própria alma e voltou com as mãos cheias de ouro sunacai e os olhos marcados pelo fogo.
A autora não escreve sobre a cigana. Ela a convoca. E a cigana aparece em todas as suas faces: Daj, a mãe que é raiz antes de ser carne; Phuri, a ancia que guarda a memória que o tempo tenta apagar; Shuvani, a feiticeira que cura com o que os outros temem; Bori, a iniciada que aprende que toda chegada é também uma partida; Sara Kali, a santa negra dos sem voz.
Cada poema é um patrin um sinal deixado no caminho para quem souber ler.
A língua romani atravessa estes versos não como ornamento, mas como substância. Baxt não é sorte é outra coisa.
Pakiv não é apenas respeito é sagrado. Drom não é estrada é destino em movimento.
Ler Cigana é aceitar o convite para sentar ao redor do fogo e reconhecer, no rosto da cigana que ergue a taça ao céu estrelado, algo que é também nosso: antigo, indomável, imperecível.
A carruagem não para. A poeta, sim só o tempo necessário para que você leia.
Shiva Cigana
| ISBN | 978-65-266-7675-2 |
| Número de páginas | 54 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | Quadrado (200x200) |
| Acabamento | Brochura s/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Ahuesado 80g |
| Idioma | Português |
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