O blues nasce da ruptura, não da harmonia. Ele surge em um mundo marcado por dor, perda, deslocamento e sobrevivência, e por isso carrega em sua essência aquilo que muitas tradições artísticas tentaram evitar: a imperfeição. Ao contrário da música erudita europeia, historicamente orientada pela busca da pureza técnica, do controle e da precisão, o blues constrói sua identidade estética justamente naquilo que é instável, áspero e profundamente humano. A imperfeição no blues não é falha; é linguagem. A voz que rasga, a nota que escorrega, o tempo que oscila, o timbre rugoso, a guitarra que parece chorar — todos esses elementos não representam deficiência musical, mas autenticidade emocional. O blues não pretende soar perfeito; ele pretende soar verdadeiro.
| Número de páginas | 111 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Offset 80g |
| Idioma | Português |
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