TEXTO DE CONTRACAPA
Bernadete Vidal perdeu muito cedo aquilo que acreditava ser amor.
Mas nunca perdeu a coragem de seguir. Entre a dureza do campo, o abandono, a maternidade precoce e os recomeços impostos, ela aprende que família não é apenas herança — é decisão. Ao longo de sua trajetória, constrói um lar onde antes havia ruínas e transforma perdas em vínculos duradouros. “BERNADETE” é um romance marcado por emoções profundas, personagens humanos e uma protagonista inesquecível. Uma história que atravessa gerações e revela que, mesmo quando tudo parece ruir, ainda é possível plantar, cuidar e florescer.
Porque algumas casas não são feitas de paredes —
são feitas de resistência, afeto e escolhas.
CAPÍTULO 1 – O NASCIMENTO DE BERNADETE
Quando o sol nasceu e o dia se abriu sobre as planícies, numa manhã clara de julho, veio ao mundo uma menina a quem deram o nome de Bernadete Vidal. A luz ainda era fria, e o campo despertava devagar, coberto por um silêncio antigo, desses que existem antes das palavras. O vento corria baixo entre as pastagens, dobrando o capim miúdo, como se a terra respirasse junto com a criança que acabara de chegar.
Bernadete era a caçula de três irmãs. Nasceu sem alarde, envolta em um silêncio manso, quase respeitoso. Não foi um choro forte que anunciou sua presença, mas um suspiro breve, firme o bastante para dizer que ficaria. Havia naquela chegada algo de discreto e persistente — uma forma de existir que não pedia licença, mas também não fazia ruído.
| Número de páginas | 94 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Ahuesado 80g |
| Idioma | Português |
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