Partindo da obra de Donald Winnicott, este livro se organiza em torno de um ponto central, que atravessa toda a clínica winnicottiana e que, não pode ser perdido de vista: não é o objeto em si que determina sua função psíquica, mas o modo como ele é usado. É exatamente aí que o bebê Reborn se torna clinicamente relevante. Ele pode ser investido de maneira transicional, pode funcionar como apoio à continuidade do ser, pode operar como defesa frente ao vazio ou como tentativa de organização diante de falhas precoces do ambiente. Nenhuma dessas possibilidades se decide a priori. Todas dependem da história do paciente, do momento do desenvolvimento e da presença, ou ausência , de um ambiente suficientemente bom.
Optar por pensar o bebê Reborn como objeto, sem qualificá-lo antecipadamente no título, é uma escolha clínica e ética. Trata-se de sustentar a abertura necessária para que o uso do objeto possa ser compreendido no tempo da análise, e não capturado por classificações que, muitas vezes, tranquilizam mais o analista do que o paciente. Em Winnicott, como sabemos, o cuidado está sempre em preservar o espaço potencial esse lugar delicado onde algo pode começar a existir sem ser imediatamente tomado, explicado ou encerrado.
Este livro não pretende oferecer respostas prontas nem estabelecer normas de conduta. Ele se dirige a analistas e profissionais da clínica que se dispõem a permanecer no não saber por tempo suficiente para que o gesto do paciente possa emergir.
| ISBN | 9786501938738 |
| Número de páginas | 106 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Ahuesado 80g |
| Idioma | Português |
Tem algo a reclamar sobre este livro? Envie um email para [email protected]
Faça o login deixe o seu comentário sobre o livro.