Nesta obra, o avesso não é apenas o lado oculto: é o que se costura. Cada poema nasce como um retalho de pele, memória, silêncio, ruptura ou revelação unidos por linhas nem sempre regulares, mas sempre verdadeiras. Avesso: Polifonias de uma Alma apresenta a alma como um tecido vivo, feito de pedaços que nunca foram iguais, mas que, juntos, sustentam a complexidade de existir.
Aqui, o verso é agulha que fere e remenda. Há cortes, rasgos, costuras grossas e suturas delicadas: tudo aquilo que, somado, forma o lado interno da face, o espaço onde o espírito guarda seus segredos mais profundos. O lobo interior, a mulher ancestral, as sombras, as luzes, todos emergem como fragmentos que se entrelaçam para compor um mosaico íntimo e indomado.
Os poemas dialogam entre si como tecidos de texturas diversas: uns rústicos, outros finíssimos; uns sangrados, outros já cicatrizados. O resultado é uma polifonia que revela que nenhuma alma é inteira, apenas tecida e que cada ponto, cada falha, cada acerto de costura contribui para a verdade que se revela por dentro.
Elegante na forma e visceral no conteúdo, esta coletânea não se propõe a esconder ou embelezar o avesso: ela o expõe com dignidade. Convida o leitor a reconhecer seus próprios retalhos, suas próprias costuras... bem feitas ou mal alinhadas, lembrando que é justamente delas que nasce a identidade profunda, aquela que só pode ser vista quando se vira o tecido da vida do lado de dentro.
| Número de páginas | 118 |
| Edição | 1 (2025) |
| Formato | 16x23 (160x230) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Offset 90g |
| Idioma | Português |
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